Religião
Paulo de Tarso
Eu sei o que você está pensando,
como eu posso ter colocado o apostolo Paulo e não Jesus? Pois bem, embora Jesus
tenha pregado toda uma doutrina a respeito da paz e tenha protagonizado as
histórias no Novo Testamento que anos mais tarde influenciou pessoas como
Marthin Luther King, Gandhi e até o anarco-individualista Thoureau, não foi ele
o responsável pela expansão do cristianismo no mundo. Sem Paulo, o cristianismo
não teria sido nada além de uma pequena seita judaica que em pouco tempo teria
se extinguido. Após a morte de Jesus, o cristianismo não tinha chance alguma de
sobrevivência. Para que a mensagem de Jesus chegasse aos gentios, Paulo teve o
trabalho de separar o cristianismo do contexto sociocultural judaico. Ele
sustentava que os seguidores de Jesus, fossem eles judeus ou gentios, não
precisavam mais seguir as leis mosaicas que se tornaram obsoletas após a vinda
do messias. Para Paulo, Jesus não apenas preenchia as vontades messiânicas dos
judeus, mas na verdade, de todos os povos. Para ele, a nova comunidade cristã
era mundial e não apenas local. Este novo rearranjo do “cristianismo judaico” abriu
margem para que os gentios começassem a se unir em torno da religião que
surgia, pois muitos, embora fossem atraídos pelos ensinamentos de Cristo
achavam as leis de Moisés rígidas demais para que se convertessem. Embora não
sejam claras as intenções de Paulo ao fazer isso é fato que o cristianismo
dificilmente teria sobrevivido muito tempo sem essa atitude.
Todos eram atraídos pelas
mensagens cristãs: os pobres, os oprimidos e (pasme) até mesmo os escravos se
interessaram pela personalidade, vida, morte e ressurreição de Jesus, pelo seu
amor a todos e sua preocupação com a humanidade sofredora. Eles encontravam
apoio espiritual numa religião que ensinava que o valor da pessoa não dependia
de seu nascimento, riqueza, educação ou talento – eis aí uma filosofia que
(algumas centenas de anos mais a frente) irá alimentar os fervores
revolucionários contra os direitos de nobreza. Dessa forma, o cristianismo
ofereceu aos homens aquilo que os valores da civilização greco-romana
(essencialmente aristocráticos) não podiam oferecer – força interior, senso de
dignidade humana e esperança.
O cristianismo alimentou todo um
arcabouço teórico que mais tarde levou aos ideais de liberdade, igualdade e
fraternidade, ao renascimento e iluminismo – como o sociólogo Max Weber bem
notou em seu livro “A Ética Protestante e o Espírito Capitalista”, os cristãos
mudaram o mundo. E pensar que tudo começou com Paulo...
Invenção
Nikola Tesla
Pense no inventor mais
injustiçado de todos os tempos. Se você gosta do seu wifi, do seu computador,
da sua TV, do controle remoto, do rádio, da luz de neon e do motor elétrico
moderno, você deve agradecer a este homem. O maior gênio que já passou pela
Terra jamais recebeu um crédito sequer por suas invenções. Muitas de suas criações
originais são atribuídas a outras pessoas que usaram e abusaram da genialidade
de Tesla para enriquecerem.
Tesla foi a primeira pessoa que
captou ondas de rádio no espaço, tornando-o indiretamente o pai da astronomia.
Em certa ocasião ele descobriu a frequência de ressonância da Terra, que pôde
ser confirmada apenas 50 anos depois. Também foi o responsável pela criação da
primeira hidroelétrica do mundo, nas cataratas do Niágara, provando a todos que
era possível obter energia de forma limpa e prática.
Mas afinal, se ele foi tão
incrível assim, por que não estudamos sobre a vida dele na escola? Por conta de
uma série de desventuras em sua vida que lhe tiraram todos os créditos por
grande parte de suas invenções. É ensinado que o rádio, por exemplo, foi
inventado pelo italiano Guilherme Marconi, mas tudo que ele fez foi pegar o
trabalho que fora desenvolvido por Tesla e patenteado como se fosse seu. Tesla
era tão “good Guy” que quando perguntado a respeito apenas declarou “Marconi é
um bom amigo. Deixem-no continuar. Ele está usando 17 das minhas patentes”.
Em 1917 ele chegou a apresentar o
radar para a Marinha americana, ferramenta que hoje creditamos a invenção a
Robert Watson-Watt, que o teria inventado em 1935. Mas por que a marinha não
usou a tecnologia de Tesla? Ela poderia ter impedido milhares de mortes
americanas logo na Primeira Grande Guerra. Acontece que Thomas Edison
(arqui-inimigo de Tesla) era chefe do centro de pesquisa e desenvolvimento da
marinha e simplesmente declarou que o radar não teria qualquer influência na
guerra.
O Raio-X é outra descoberta de
Tesla, mas creditada a Wilhelm Rontgen. Tesla, porém, recusou-se a conduzir
experimentos médicos com o Raio-X, pois suas pesquisas indicavam que eles
poderiam causar efeitos indesejados nos voluntários. Mas adivinha quem não
escutou essas advertências e continuou os testes mesmo assim? Thomas Edison. Não
perdendo a oportunidade de ser um idiota, Edison começou a experimentar o
raio-x em seus empregados. Clarence Dally, assistente de Edison, recebeu uma
carga tão grande de raios-x que precisou ter os dois braços amputados.
Infelizmente, ela perdeu a vida por conta de complicações algum tempo depois. O
próprio Edison quase ficou cego por disparar raio-x contra seus olhos.
Tesla, esse grande gênio
injustiçado, morreu pobre e considerado louco por muitos. Completamente sozinho
em um quarto de hotel em Nova Iorque. Chegou ao fim de seus dias vivendo apenas
comendo leite, pão e alguns biscoitos. E assim, em 7 de janeiro de 1943, partiu
deste mundo, um dos maiores gênios que já caminhou pela Terra.
Medicina
Alexander Fleming
Este é o clássico dos
vestibulares. Não deve haver uma única alma que tenha estudado para as provas
que não tenha ouvido o nome deste homem. Sua revolução é uma das mais
impactantes no mundo moderno. Imagine como devia ser viver em um mundo onde
cortar o dedo por causa de uma flor espinhuda, poderia levá-lo a morte? Assim
era a vida antes de Alexander Fleming, que pode ser considerado o pai dos antibióticos.
As bactérias eram diretamente responsáveis pelas altas taxas de mortalidade
antes dos anos 40.
Embora a história relate que a
descoberta de Fleming tenha sido por pura “sorte”, devemos nos lembrar que a
sorte nada mais é que a perfeita união da habilidade com a oportunidade. Em
1928, o biólogo escocês, estudava uma cultura de estafilococos em seu
laboratório, quando notou que uma de suas placas estavam mofadas. Em vez de
jogar fora o exemplo contaminado, Fleming resolveu estudá-la mais atentamente e
notou que o mofo estava matando as bactérias. Eureca!
Aquele mofo era o Penicillium chrysogenum, que pode ser
encontrado também em comida estragada. A partir dali, Fleming descobriu que o
truque funcionava com bactérias perigosas, isolou a substância com que o fungo
estava liquidando os microrganismos e a chamou de penicilina. Sua estréia foi
em 1940 – em plena Segunda Guerra -, com o trabalho de outros cientistas, que a
droga tornou-se viável. Desde então
doenças como lepra, coqueluche, meningite, tuberculose e pneumonia deixaram de
ser o caminho para o necrotério.
Filosofia
John Locke
John Locke, com sua tese
revolucionária de que o poder emana do povo (e não de Deus) abriu margem para a
maior revolução social e política de toda a história da humanidade, propiciando
o assentamento de sistemas democráticos no mundo moderno.
Locke se opunha ao autoritarismo
em todas as esferas: individual, político e religioso. Seu pensamento para cada
caso pode ser encontrado nos Tratados Sobre o Governo Civil, onde defende a
separação dos poderes e o estabelecimento de um país fundado nos ideais da
liberdade e responsabilidades individuais. Nesta mesma obra, Locke tenta criar
uma teoria que concilie a liberdade dos cidadãos com a manutenção da ordem
política – que para ele era essencial para assegurar os direitos de cada
indivíduo. Para Locke, o ideal seria uma sociedade onde não houvesse
interferência governamental (ideia hoje desenvolvida para o conceito de Estado
Mínimo).
Já em suas Cartas a Respeito da
Tolerância, Locke defende a separação entre Igreja e Estado, propondo o Estado
Laico, e prega a respeito da necessidade das diferentes religiões conviverem em
harmonia na sociedade.
Locke foi o autor de uma
constituição para o Estado de Virgínia, nos Estados Unidos, e embora não tenha
sido adotada, serviu de base para a constituição dos Estados Unidos promulgada
em 1776, logo após a Independência americana. Foi ele o grande teórico que
influenciou a nação estadunidense em seus primeiros anos de vida e possibilitou
que a ex-colônia britânica se tornasse um dos países mais bem sucedidos de
todos os tempos.
Mais tarde, inspirados pela
Revolução Americana, os franceses tomaram parte em sua Revolução Francesa
marcando o fim de uma monarquia absolutista e ineficiente.
Economia e Comportamento
Adam Smith
“A riqueza de uma nação se mede
pela riqueza do povo e não pela riqueza dos príncipes”, sabe quem disso isso?
Karl Marx? Não. Adam Smith. Considerado o pai do capitalismo moderno, Adam
Smith foi de fundamental influência para o desenvolvimento das teorias liberais
do século XIX e XX que serviram para atacar e questionar o Antigo Regime.
Em seu livro “Uma investigação
sobre a natureza e a causa da riqueza das nações” demonstrava como o
desenvolvimento dos países se dava através da atuação de indivíduos que,
motivados apenas pelo seu próprio interesse, promoviam o crescimento econômico
e a inovação tecnológica. Seu raciocínio pode ser resumido em uma afirmação
marcante que fez: “não é da benevolência do padeiro, do açougueiro ou do
cervejeiro que eu espero que saia o meu jantar, mas sim do empenho deles em
promover seu auto-interesse”.
Segundo as teorias de Adam Smith,
a divisão do trabalho e a liberdade para que os agentes econômicos pudessem
atuar seriam fatores essenciais para que se alcançasse um maior grau de
eficiência, a queda do preço das mercadorias e à inovação tecnológica. As
doutrinas de Adam Smith exerceram grande influência nos pensadores liberais e
iluministas que objetivavam acabar com os direitos feudais e o mercantilismo.
Política
Margaret Thatcher
Uma das mulheres mais
bem-sucedidas do século XX – não é a toa que ela entrou pra história conhecida
como “A Dama de Ferro”. Apesar de ter conquistado com grande honra um lugar de
destaque e de liderança numa época dominada pelo machismo e em uma sociedade
profundamente conservadora, Thatcher nunca foi bem vista pelas feministas de
sua época.
Durante sua campanha para liderar
a Grã-Betanha em 1979, um slogan popular emitido pelos coletivos feministas
dizia: “Nós queremos o direito das
mulheres, não mulheres de direita!”. Mais tarde, a Dama de Ferro teria
respondido: “Não devo nada ao movimento
de libertação das mulheres. As feministas odeiam-me, não é? Não as posso
culpar, uma vez que odeio o feminismo. É puro veneno!”.
Apesar de suas controvérsias,
Thatcher será para sempre lembrada como uma mulher que venceu resistências, se
impôs como a líder política de um país importante, e através de sua política
econômica reformou o país preparando-o para o século XXI. Ela foi a primeira
mulher a ser chefe de governo de uma democracia ocidental e fez sua vida
pública em torno da luta contra uma economia coletivista e planificada. Ela
também foi a primeira-ministra que por mais tempo permaneceu à frente do governo
britânico no século XX, ficando no cargo durante onze anos, e mantendo-se como
líder de seu partido por quinze anos.
Durante seu mandato ela reformou
cada aspecto da política britânica, revivendo a economia, reformando
instituições já ultrapassadas e revigorando a política externa da nação. As
reformas sindicais, as liberalizações do mercado, a desregulamentação e a
desburocratização, a adoção de uma postura anti-inflacionária forte, e controle
de impostos e gastos criaram melhores perspectivas para a Grã-Betanha, que
vinha de uma profunda crise em 1979. O período Thatcher foi de fundamental
importância na história britânica. Seu legado continua a ser o núcleo da
moderna política britânica, não foi a toa que a crise econômica de 2008 reviveu
muitos dos argumentos usados na década de 1980, mantendo o seu nome no centro
do debate político na Grã-Betanha.
Suas habilidades de oratória e
convencimento também são lendárias e ela permanece como uma das mais
importantes vozes em defesa da liberdade econômica no século XX. Sua respostaao questionamento feito por Simon Hughes ainda hoje é uma das melhores
explicações sobre como o foco na desigualdade de renda pode tornar mais difícil notar a melhora real na condição de vida dos mais pobres. O seu
pronunciamento a respeito da origem dos recursos do Estado é uma incrível
explicação sobre como os gastos do governo pesam sobre a população – ao invés
de beneficiá-la.
Epistemologia
Karl Popper

Karl Popper foi um filósofo da
ciência austríaco, e é considerado por muitos como um dos filósofos mais
influentes do século XX a tematizar a ciência. Em muitas de suas obras, ele
também atacou o totalitarismo e foi um grande defensor da democracia.
Sua revolução na ciência se dá
pela sua defesa do falsificacionismo como um critério de demarcação entre
ciência e não-ciência. Popper usava o termo “Racionalismo Científico” para descrever
sua filosofia. Em termos leigos, em sua concepção, só pode ser chamado de ciência
aquilo que pode ser falseado – e só pode ser comprovado, após resistir a todas
as tentativas de refutá-lo. Para ele a verdade é inalcançável, podemos apenas
nos aproximar dela através de tentativas. Einstein é o melhor exemplo de um
cientista que rompeu com as teorias da física estabelecidas de antemão.
Uma crítica bastante pertinente ao
Racionalismo Científico vem a partir do teorema da incompletude de Kurt Godel,
que diz que se o falsificacionismo restringe como ciência apenas aquilo que
pode ser falseado, essa lógica deve abarcar o próprio teorema – ou seja, a
falsiabilidade deve ser falseável em si mesma. Diante dessa possibilidade poderão
existir proposições em que a falsiabilidade não é aplicável. No entanto, o
falsificacionismo popperiano não é um princípio de exclusão, mas apenas de
validação e de graus de confiança em cima do objeto científico.
Seu trabalho científico foi
influenciado enormemente pelo estudo da teoria da relatividade de Albert
Einstein. Através dos princípios do Racionalismo Científico, Popper demonstrou
como a teoria marxista e a filosofia hegeliana não são científicas – e assim
também o fez com a psicanálise.
Assim como Locke, Popper também foi
um defensor da tolerância. Em seu livro A Sociedade Aberta e Seus Inimigos foi ele
quem levantou o Paradoxo da Tolerância. Ele argumentou:
“A tolerância ilimitada leva ao desaparecimento da tolerância. Se
estendermos a tolerância ilimitada, mesmo para aqueles que são intolerantes, e
se não estamos preparados para defender uma sociedade tolerante contra o ataque
dos intolerantes, então os tolerante serão destruídos e tolerância com eles. -
Esta formulação, não implica que devemos sempre suprimir as filosofias intolerantes,
contanto que possamos combatê-las por argumentos racionais e mantê-las sob
controle pela opinião pública.
Mas devemos reivindicar o direito de suprimi-las,
se necessário até mesmo pela força, e isso pode facilmente acontecer se elas
não estiverem preparadas em debater no nível de argumentação racional, ao
começar por criticar todos os argumentos e proibindo seus seguidores de ouvir
argumentos racionais, devido ela ser uma filosofia enganosa, ensinando-os a
responder a argumentos com uso de punhos ou pistolas.
Devemos, portanto, reivindicar,
em nome da tolerância, o direito de não tolerar os intolerantes. Devemos
enfatizar que qualquer movimento que pregue a intolerância deva ser colocado
fora da lei, e devemos considerar a incitação à intolerância e perseguição
devido a ela, como criminal, da mesma forma como devemos considerar a incitação
ao assassinato, ou seqüestro, ou para a revitalização do comércio de escravos
como criminoso.”
A ênfase que Popper deu na eliminação, em vez da verificação, foi de
fato muito importante, pois contrapôs a visão baconiana profundamente dominante
na ciência. Apenas através da lógica e da confrontação com os fatos, pode-se
chegar o mais próximo possível da verdade. E nada, absolutamente nada, deveria
ser objeto irrefutável.
Ciência
Stephen Hawking
Alguns diriam que como “grande
revolucionário” da ciência deveria se encontrar Albert Einstein, que além de
influenciar o trabalho de Karl Popper, também revolucionou a física provando a
teoria atômica e a física quântica, e demonstrando que o tempo é relativo ao
espaço. Além disso, ao lançar os princípios da fissão nuclear, Einstein ainda
revolucionou a geopolítica (com o resultado de Hiroshima e Nagasaki, Einstein
se arrependeu amargamente de ter aconselhado o presidente Franklin Roosevelt a
iniciar o programa nuclear).
Mas Stephen Hawking, sem duvida,
merece lugar de destaque nessa postagem. Seu trabalho começa em 1970, quando o
jovem Hawking, no desejo de descobrir tudo, focou seus estudos no trabalho de
Einstein. Mais tarde, em 1990, focou-se na Teoria do Tudo. Os seus principais
feitos são:
1. Combinação da teoria da relatividade com a mecânica quântica para descrever a propriedade dos buracos negros.
2. Participação no desenvolvimento da Teoria da Inflação Cósmica, alicerce fundamental para sustentação do Big Bang.
3. Participação na construção de tecnologias promissoras, como o iBrain que promete traduzir ondas cerebrais em sinais gráficos, como pontos em uma escala, abrindo espaço para que (no futuro) pessoas possam se comunicar apenas com o pensamento.
4. Teorema dos Minis Buracos Negros e Radiação Hawking. Embora a existência destes minis buracos negros ainda seja hipotética, eles poderiam provar a existência de dimensões extras no Universo. É o que o LHC vem tentando criar já tem um tempo. Mesmo que eles conseguissem gerar um mini-buraco negro, não há motivo para temer um apocalipse: a Radiação Hawking mostra que todos os buracos negros perdem massa ao longo do tempo. Minúsculos buracos negros encolhem através de evaporação mais rápido do que crescem engolindo matéria, morrendo dentro de uma fração de segundos.
5. Comprovação dos teoremas da singularidade, em conjunto com Roger Pensore, criando os teoremas da singularidade Hawking-Penrose, que demonstram que, sob certas condições, universos também se originam numa singularidade do Big Bang.
1. Combinação da teoria da relatividade com a mecânica quântica para descrever a propriedade dos buracos negros.
2. Participação no desenvolvimento da Teoria da Inflação Cósmica, alicerce fundamental para sustentação do Big Bang.
3. Participação na construção de tecnologias promissoras, como o iBrain que promete traduzir ondas cerebrais em sinais gráficos, como pontos em uma escala, abrindo espaço para que (no futuro) pessoas possam se comunicar apenas com o pensamento.
4. Teorema dos Minis Buracos Negros e Radiação Hawking. Embora a existência destes minis buracos negros ainda seja hipotética, eles poderiam provar a existência de dimensões extras no Universo. É o que o LHC vem tentando criar já tem um tempo. Mesmo que eles conseguissem gerar um mini-buraco negro, não há motivo para temer um apocalipse: a Radiação Hawking mostra que todos os buracos negros perdem massa ao longo do tempo. Minúsculos buracos negros encolhem através de evaporação mais rápido do que crescem engolindo matéria, morrendo dentro de uma fração de segundos.
5. Comprovação dos teoremas da singularidade, em conjunto com Roger Pensore, criando os teoremas da singularidade Hawking-Penrose, que demonstram que, sob certas condições, universos também se originam numa singularidade do Big Bang.
Embora suas teorias a respeito
dos buracos negros não sejam devidamente comprovadas, Hawking trouxe novas
interpretações a respeito do teorema de Einstein e nos aproximou ainda mais do
entendimento a respeito da origem do Universo, da vida e tudo o mais. Além
disso, apesar de sua doença, Hawking sabe comunicar suas ideias como ninguém,
sendo um excelente escritor. Sua capacidade didática para ensinar até a menos
brilhante das pessoas sobre o complicado mundo da Física Teórica é uma de suas
maiores características.
De fato, ainda não podemos ver os
efeitos da revolução de Stephen Hawking no mundo atual (este privilégio
pertencerá aos nossos netos), mas é inegável sua participação na construção da
Física Moderna e os desdobramentos tecnológicos e científicos inerentes a ela.
Vinícius Miranda. Não espere encontrar em mim algum traço de normalidade. Sou do tipo que ostenta uma bala na faculdade, faço perguntas para meu cachorro esperando que ele responda e não sou como certas pessoas do meu círculo de amizades que mandam indiretas! Pois é. |